Ideathon: magistrados apresentam projetos aprovados em etapa preliminar

Ideathon: magistrados apresentam projetos aprovados em etapa preliminar

Prazo vai até 19 de março; veja as iniciativas selecionadas

A comissão julgadora do Ideathon, idealizado pelo AMB Lab, tem avaliado as sete propostas selecionadas preliminarmente a partir de apresentações em vídeo enviadas pelos candidatos. Esta fase começou na última segunda-feira (8) e durará até a próxima sexta-feira (19).

Filiados à Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) desenvolveram soluções e insights tecnológicos de combate à violência doméstica e familiar. Com base na ciência, na inovação e na criatividade, os projetos se aliam à expertise de juízes e desembargadores. Dessa forma, a intenção da maratona de ideias e de habilidades é que as iniciativas contribuam para o acolhimento e o atendimento às vítimas dentro da Justiça.

Confira as soluções tecnológicas apresentadas:

Dashboard: Ferramenta para fortalecimento da prestação jurisdicional às mulheres em situação de violência doméstica e familiar, das juízas Jacqueline Machado e Helena Alice Machado, da assistente social judiciária Vanessa Vieira e da analista judiciária Anne Klean Mendes;
Conexão entre o Poder Judiciário e as secretarias de saúde estaduais e municipais para proteção contra à violência doméstica e familiar, do juiz Demetrio Saker Neto;
Plataforma Reflexo, dos juízes Georges Cobiniano Sousa de Melo e Keylla Ranyere;
Acompanhamento Humanizado, da juíza Juliana Cardoso Monteiro;
Dashboard: Ferramenta para fortalecimento da prestação jurisdicional às mulheres em situação de violência doméstica e familiar, da juíza Taís de Paula;
Conhecer a realidade e enfrentar a violência doméstica, do juiz Thiago Tristão Lima;
Proteção na medida 4.0: Inteligência e avaliação de risco no combate à violência doméstica, do juiz Tiago Dias da Silva.

Conforme previsto no edital, os critérios considerados pelas juradas incluem potencialidade de inovação, eventuais custos de implementação e impactos para o Judiciário com o desenvolvimento da ideia apresentada, eventual usabilidade do insight tecnológico e possível facilidade de implantação. O resultado da competição deve ser divulgado até 9 de abril.

Comissão julgadora

Sete mulheres que atuam no sistema de Justiça foram escolhidas para formar o grupo:

  • Renata Gil – presidente da AMB e da comissão julgadora;
  • Tânia Reckziegel – conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e coordenadora do Grupo de Trabalho do órgão para elaboração de estudos e propostas visando ao combate à violência doméstica e familiar contra a mulher;
  • Maria Domitila Prado Manssur – diretora da AMB Mulheres;
  • Keity Saboya – vice-diretora do AMB Lab;
  • Salete Silva Sommariva – presidente do Colégio de Coordenadores das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar dos Tribunais de Justiça Estaduais (Cocevid);
  • Barbara Livio – presidente do Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Fonavid);
  • Maria Cristiana Simões Amorim Ziouva – procuradora regional da República e coordenadora-adjunta do Grupo de Trabalho do CNJ para elaboração de estudos e propostas visando ao combate à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Além delas, há assessoria técnica em tecnologia da informação (TIC), definida em reunião do AMB Lab em 19 de fevereiro, formada pelas servidoras públicas Ângela Carmen Szymczak de Carvalho (TJ-RO), Denise Maria Norões Olsen (TJ-CE) e Juliana Neiva Gouvêa Ribeiro (TJ-PE). As profissionais foram responsáveis pela avaliação prévia e pelas considerações em cada solução tecnológica.

Violência contra a mulher

Lançada em 6 de novembro de 2020 no Fórum Nacional de Inovação, Tecnologia e Inteligência Artificial do AMB Lab, a maratona de ideias e habilidades foi motivada pelo aumento da violência de gênero durante a pandemia da covid-19. Divulgado em outubro, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública apresenta queda de 9,9% nos registros de casos, enquanto o número de ligações para a Polícia Militar aumentou 3,3% no período. Já os números de feminicídio aumentaram: foram 648 vítimas do crime no período, um crescimento de 1,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Desse modo, a competição do AMB Lab tem como base a Meta 5 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, que visa efetivar Medidas Protetivas de Urgência (MPUs) da Lei Maria da Penha (lei 11.340/2006), que engloba as violências moral, patrimonial, física, sexual e psicológica. Também considera a eficiência de trâmites eletrônicos em processos com relação à temática. Ademais, inclui informações e tecnologias que visam facilitar o acesso das mulheres à Justiça.

Assessoria de Comunicação da AMB